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O que eu observo antes de escolher os exercícios para um aluno com dor na coluna?

Se você sente dor na coluna e acha que basta pegar alguns exercícios na internet e começar a fazer, preciso te contar uma coisa: o mesmo exercício que ajuda uma pessoa pode não ser a melhor escolha para outra. Antes de colocar um aluno para se movimentar, eu observo o corpo, os movimentos, as limitações e, principalmente, como aquela pessoa se comporta durante o exercício. É isso que me ajuda, como fisioterapeuta especialista em coluna e quadril, a escolher exercícios mais adequados e seguros para cada caso.

1️⃣ Primeiro: eu quero entender a sua dor

Antes de pensar em exercício, eu quero saber:

👉 Onde dói?
👉 Há quanto tempo você sente essa dor?
👉 A dor aparece parado ou durante algum movimento?
👉 Existe algum movimento que piora os sintomas?
👉 A dor desce para a perna?
👉 Você sente formigamento ou dormência?
👉 O que você deixou de fazer por causa dessa dor?

Parece simples, mas essas informações ajudam a entender melhor o que está acontecendo e quais movimentos precisam de mais atenção.

Dor na coluna não deve ser tratada como se todo mundo tivesse o mesmo problema.

2️⃣ Eu observo como você se movimenta

Depois, quero ver o seu corpo em movimento.

Por exemplo: como você se abaixa? Como levanta da cadeira? Como agacha? Como movimenta o quadril? Como sua coluna participa desses movimentos?

Muitas vezes, a pessoa chega dizendo:

“Minha lombar dói.”

Mas, quando observamos o movimento, percebemos que existe uma dificuldade de mobilidade do quadril, falta de força, pouca estabilidade ou alguma compensação durante o movimento.

Por isso, eu não olho apenas para o lugar onde dói.

Eu observo o conjunto.

3️⃣ Eu avalio a mobilidade

A coluna e o quadril precisam conseguir se movimentar bem para que você realize atividades simples do dia a dia.

Então observo se existe alguma limitação de movimento.

Por exemplo:

🔹 Você consegue girar o tronco com facilidade?
🔹 Consegue movimentar o quadril sem compensar?
🔹 Tem dificuldade para se abaixar?
🔹 Sente rigidez ao levantar da cama?
🔹 Sente que seu corpo está “travado”?

Quando existe alguma limitação, os exercícios podem ser escolhidos justamente para trabalhar essa necessidade.

4️⃣ Eu observo a força

Não adianta trabalhar apenas alongamento quando o corpo também precisa de força.

A musculatura do abdômen, quadril, glúteos e outros músculos que ajudam na estabilidade do corpo têm um papel importante nos movimentos.

Por isso, observo como você consegue sustentar, controlar e realizar determinados movimentos.

E aqui existe uma diferença importante:

fortalecer não significa simplesmente levantar muito peso.

O exercício precisa fazer sentido para aquela pessoa e para o momento em que ela está.

5️⃣ Eu observo sua postura durante o movimento

Não estou procurando uma “postura perfeita”.

Quero entender como o seu corpo se organiza enquanto você se movimenta.

Por exemplo:

Você consegue realizar o movimento sem compensar?

Seu quadril participa adequadamente?

Sua coluna está fazendo um trabalho que poderia ser dividido com outras regiões do corpo?

Existe dificuldade para controlar o movimento?

Essas observações ajudam a decidir qual exercício faz sentido naquele momento e como ele deve ser realizado.

6️⃣ Eu observo como seu corpo reage ao exercício

Essa parte é muito importante.

Não basta escolher um exercício porque ele é considerado “bom para a coluna”.

Eu preciso observar:

👉 Como você realiza o movimento?
👉 Como seu corpo responde?
👉 O exercício aumenta seus sintomas?
👉 Você consegue controlar o movimento?
👉 Precisa de uma adaptação?
👉 Já está preparado para uma progressão?

É por isso que, durante uma aula, eu não fico simplesmente entregando uma sequência de exercícios.

Eu observo.

E, a partir do que vejo, posso adaptar o exercício.

7️⃣ Eu também considero a sua rotina

Você não vive dentro do estúdio.

Você trabalha, dirige, dorme, cozinha, cuida da casa, viaja, pratica esportes, pega os filhos ou netos no colo…

Então preciso entender como a dor interfere na sua vida.

Porque o objetivo não é apenas você conseguir fazer um exercício bonito durante a aula.

O objetivo é que você consiga levar essa melhora para a sua rotina.

Se você sente dor depois de passar horas sentado, por exemplo, precisamos pensar em estratégias que façam sentido para a sua realidade.

Se sente dificuldade para caminhar, subir escadas ou viajar, isso também precisa ser considerado.

8️⃣ E os exercícios vão mudando conforme você evolui

Um erro muito comum é pensar:

“Vou aprender uma sequência de exercícios e vou repetir para sempre.”

Não necessariamente.

Conforme seu corpo ganha força, mobilidade, controle e confiança, os exercícios podem precisar ser modificados.

O que era adequado no início pode ficar fácil depois.

E aquilo que parecia difícil inicialmente pode se tornar possível com o tempo.

Exercício também é processo de evolução.

Afinal, por que eu faço tudo isso?

Porque ter dor na coluna não significa que você precisa parar de se movimentar.

Mas também não significa que qualquer exercício serve para qualquer pessoa.

É preciso entender o indivíduo que está na minha frente.

Como fisioterapeuta especialista em coluna e quadril, meu trabalho é justamente observar essas diferenças e utilizar o Pilates e exercícios específicos de acordo com as necessidades de cada aluno.

Meu objetivo não é simplesmente colocar você para fazer exercícios.

É ajudar você a se movimentar melhor, ganhar confiança no próprio corpo e voltar a realizar atividades que a dor começou a limitar.

E talvez você esteja pensando:

“Mas será que o Pilates pode ajudar no meu caso?”

Essa resposta depende de uma avaliação.

Porque antes de escolher o exercício, eu preciso entender você.

Se você sente dor na coluna, lombar ou quadril e quer entender como funciona o meu trabalho, me chame no WhatsApp.

Você pode simplesmente mandar:

“Quero saber mais sobre o Pilates para minha dor.”

A partir daí, vou conversar com você, entender o que está acontecendo e explicar como funciona o atendimento no Star Pilates Pampulha.

Não escolha exercícios para a sua coluna apenas porque alguém disse que eles funcionaram para outra pessoa.

Seu corpo tem uma história.
Seu movimento tem características próprias.
E seu exercício precisa fazer sentido para você.

Me chame no WhatsApp e vamos conversar sobre o seu caso.

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